sábado, 4 de julho de 2015

Tipos de plásticos e suas reciclagens

video


O vídeo foi produzido por Manoela Dueñas, o audio é de Mariana Dueñas, como trabalho da disciplina de Estágio Curricular da Licenciatura da ESALQ/USP, ano de 2015.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Impactos do plástico no planeta


Figura 1: Resíduos plásticos amontoados à céu aberto.  Fonte: Ecosectores-Información del mercado ecológico  

A atividade humana tem deixado grandes rastros de resíduos duráveis e, de acordo com cientistas, já podem marcar uma nova era conhecida como Antropoceno.
A invenção e consolidação do plástico sintético por Leo Baekeland se deu no século XIX (EXPOSIÇÃO em Londres mostra a história do plástico, 2007). Sua disseminação se deu em tal grau e volume que, atualmente, quase tudo que consumimos é feito de algum tipo de plástico, seja na embalagem ou na confecção de um produto. Estima-se que sua produção no mundo tenha alcançado cerca de 5,5 milhões de toneladas fabricadas (NUWER, 2014).
Pesquisadores alertam que os materiais plásticos produzidos pelas sociedades humanas possam se perpetuar por milhões de anos, e venham, assim, a constituir uma nova camada geológica no planeta (Ibid.).
São vários os danos que o plástico pode causar no meio ambiente, como a poluição terrestre urbana e rural, a marinha e até mesmo a atmosférica. Isso se deve ao desenvolvimento industrial, que emprega esse material na confecção de inúmeros produtos e abusa na fabricação de embalagens plásticas, e ao consumo e descartes excessivos.
Segundo matéria publicada pela Revista Science (2015), pesquisas apontam que foram gerados, no ano de 2010, 275 milhões de toneladas de resíduos plásticos no mundo, sendo que grande parte deles são encontrados nos oceanos. Em entrevista coletiva, Jenna Jambeck, professora da Universidade da Geórgia, comentou que essa quantidade poderia cobrir cada centímetro do litoral dos 192 países analisados.
A problemática atingiu uma dimensão tão grande que resíduos plásticos, assim como constatado em 2006 pelo oceanógrafo Charlie Moore (The New York Times, 2014), poderão se transformar em um novo mineral denominado “plastiglomerado”- uma fusão de materiais artificiais e naturais, onde o plástico derretido se funde com, por exemplo, areia e concha. Segundo Richard Thompsom da Universidade de Plymouth (Inglaterra), é um complexo ainda mais resistente ao envelhecimento e à decomposição (Ibid.).
Conforme matéria publicada pela Companhia de Saneamento do Paraná (TEMPO médio da decomposição do lixo, s.d.), o plástico pode demorar de 100 a 400 anos para ser decomposto na natureza e vem se acumulando de forma constante e progressiva. Isso significa que, segundo Jan Zalasiewicz da Universidade de Leicester na Inglaterra, resíduos plásticos poderão se tornar os novos fósseis do futuro e chegar até o ponto de atuar como marcadores geológicos (NUWER, 2014).
Considerando a gravidade do problema, reiteramos  a necessidade e a importância de se adotar práticas como a dos ‘’3 R’’, sugerida em 1992, que consiste em REDUZIR o consumo de produtos desnecessários, evitando-se embalagens como sacolinhas plásticas; REUTILIZAR antes de descartar materiais e RECICLAR, ou seja, fazer a destinação correta dos resíduos para empresas recicladoras.

Por Wendy Regitano Hendrikx e Laura Alves Martirani

Vide também as postagens “A sociedade do plástico e a problemática dos oceanos” e “Sacolinhas plásticas e a cidade de São Paulo: um decreto em busca de melhorias ambientais” e a vídeo-animação sobre os tipos de plástico.

Referências Bibliográficas:

EXPOSIÇÃO em Londres mostra a história do plástico. [S.l.], Terra, 24 maio,  2007, Notícias. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1638135-EI238,00.html>. Acesso em: 16 Jun. 2015

FAVA, F.; NINNI, K. O lixo nosso de cada dia. São Paulo, Estadão. 19 maio 2010. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-lixo-nosso-de-cada-dia-imp-,553709>. Acesso em: 2 Jun. 2015

GUAMÁ, F.F.M.C.; COSTA, R.V.A.; ROCHA, H.L.; ISENSEE, F.V.; FUTURO, L.L. Lixo plástico - de sua produção até a madeira plástica. Em Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 28. Rio de Janeiro: 2008, p. 1-13.

JAMBECK, J.R. et al; GEYER, R.; WILCOX, C.; SIEGLER, T.R.; PERRYMAN, M.; ANDRADY, A.; NARAYAN, R.; LAW, K.L. Plastic waste inputs from land into the ocean. Science Magazine, v. 347, n. 6223, p. 768-771, 13 fev. 2015.

NUWER, R. Plásticos produzidos por humanos vai virar camada geológica. Folha de São Paulo. São Paulo: 5 ago. 2014, Ciência. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/08/1495261-plastico-produzido-por-humanos-vai-virar-camada-geologica-diz-estudo.shtml>. Acesso em: 5 maio 2015

TEMPO médio da decomposição do lixo. Curitiba, Sanepar Educando, [s.d]. Disponível em: <http://educando.sanepar.com.br/ensino_fundamental/tempo-m%C3%A9dio-de-decomposi%C3%A7%C3%A3o-do-lixo>. Acesso em: 2 jun 2015.

APROVECHAR el valor de los residuos plasticos en España generaría 33.000 puestos de trabajo. Espanha, Ecosectores Reciclaje, 28 out. 2013. Disponível em: <https://ecosectores.com/DetalleArticulo/tabid/64/ArticleId/1179/Aprovechar-el-valor-de-los-residuos-plasticos-en-Espana-generaria-33-000-puestos-de-trabajo.aspx>. Acesso em: 1 jun 2015.